Jayme Ovalle (1894 - 1955) Estavas bem mudado.
Como se tivesses posto aquelas barbas brancas
Para entrar com maior decoro a Eternidade.
Nada de nós te interessava agora.
Calavas sereno e grave
Como no fundo foste sempre
Sob as fantasias verbais enormes
Que fazias rir os teus amigos e
Punham bondade no coração dos maus.
O padre orava:
- "O coro de todos os anjos te receba..."
Pensei comigo:
Cantando "Estrela brilhante
Lá do alto-mar!..."
Levamos-te cansado ao teu último endereço.
Vi com prazer
Que um dia afinal seremos vizinhos.
Coversaremos longamente
De sepultura a sepultura
No silêncio das madrugadas
Quando o orvalho pingar sem ruído
E o luar for uma coisa só.

3 comentários:
Alô, Triste!
Sou apenas mais um que te adora.
Tenho um enorme apreço
Pelas tuas palavras,
Sonhos versificados.
Que poesia magnífica!
Eternamente terna.
Alô, poeta MAIOR.
Antes que o trem da esperança chegasse,
O trem de ferro partiu.
Diga lá, Triste.
Em qual estrela resides?
Em qual planeta te escondes?
Sei que depois da Consoada
Voaste direto pra Pasárgada
– Feito uma Cotovia –
Distraído demais.
Manuel,
A rotulagem pagã foi rasgada
Pela dureza do corte da tua arte
O boi morto tísico
Ainda bóia no teu “Capiberibe”
– Capibaribe –
Em tantas enchentes.
Ei, Bandeira!
Eu quero uma ponte que ligue este mundo a Pasárgada
E, quem sabe, ser apenas amigo do amigo do rei.
Deixe-me ler teus poemas
E sonhar...
Pra sempre sonhar...
Até logo, Manuel.
Que Deus te abençoe!
(vogaluz.blogspot.com)
Parou de ataulizar por quê?
Boa pergunta. Mas é só preguiça, na verdade.
Depois desse toque, fim de semana tá ai, a gente bota pra quebrar.
Obrigado!
Bess
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