25 de outubro de 2010

Boi Morto

Como em turvas águas de enchente,
Me sinto a meio submergido
Entre destroços do presente
Dividido, subdividido,
Onde rola, enorme, o boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

Árvores da paisagem calma,
Convosco - altas, tão marginais! -
Fica a alma, a atônita alma,
Atônita para jamais,
Que o corpo, esse vai com o boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

Boi morto, boi descomedido,
Boi espantosamente, boi
Morto, sem forma ou sentido
Ou significado. O que foi
Ninguém sabe. Agora é boi morto,

Boi morto, boi morto, boi morto.

2 comentários:

Anônimo disse...

Este poema esta uma droga fiquei loco de tanto BOI BOI BOI !!! dEU VONTADE DE bater o PC na minha cabeça

Ingles

this poem is a drug! Tired of both ox

Nei kS disse...

Realmente, Manuel Bandeira causa diversas reações nas pessoas.

Abraços e cuidado com a cabeça!