9 de abril de 2010

Ubiqüidade

Estás em tudo que penso,
Estás em quanto imagino:
Estás no horizonte imenso,
Estás no grão pequenino.

Estás n ovelha que pasce,
Estás no rio que corre:
Estás em tudo que nasce,
Estás em tudo que morre.

Em tudo estás, nem repousas,
O ser tão mesmo e diverso!
(Eras no inicio das cousas,
Serás no fim do universo.)

Estás na alma e nos sentidos.
Estás no espírito, estás
Na letra, e, os tempos cumpridos,
No céu, no céu estarás.

Petrópolis, 11 de março de 1943

2 comentários:

Henrique Chaudon disse...

Caro Ney:
Só agora, me desculpe a demora, visito o seu blog.
Sou Bandeiriano até à medula e de longa data.
Como meus livros se encontram provisoriamente inalcançáveis,e desejando reproduzir em meu blog
esse poema de Bandeira,recorri ao Google. Grato por seu blog! Permita-me ( Bandeira diria 'me permita')copiar daqui o texto.
Meu blog: hchaudon.blogspot.com.
Me dê o prazer de sua visita.
Henrique Chaudon, desde Niterói, Rj, sob chuvas e chuvas...

Henrique Chaudon disse...

Estimado Nei:
Na verdade, meu comentário foi a respeito do poema 'Trucidaram o rio'. Mas não faz mal...
Reforço aqui o convite para que vc. visite meu blog em hchaudon.blogspot.com
Grande abraço do Henrique.