4 de abril de 2010

Belo Belo

Belo belo belo
Tenho tudo quanto quero,

Tenho o fogo de constelações extintas há milênios,
E o risco brevíssimo – que foi? Passou! – de tantas estrelas cadentes.

A aurora apaga-se,
E eu guardo as mais puras lágrimas da aurora.

O dia vem, o dia adentro
Continuo a possuir o segredo grande da noite.

Belo belo belo,
Tenho tudo quanto quero.

Não quero o êxtase nem os tormentos,
Não quero o que a terra só da com trabalho.

As dádivas dos anjos são inaproveitáveis:
Os anjos não compreendem os homens.

Não quero amar,
Não quero ser amado.
Não quero combater,
Não quero ser soldado.

- Quero a delicia de poder sentir as coisas mais simples.

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