10 de abril de 2010

Balada do Rei das Sereias

O rei atirou
Seu anel ao mar
E disse às sereias:
- Ide-o lá buscar,
Que se o não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!

Foram as sereias,
Não tardou, voltaram
Com o perdido anel.
Maldito o capricho
De rei tão cruel.

O rei atirou
Grãos de arroz ao mar
E disse às sereias:
- Ide-o lá buscar,
Que se o não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!

Foram as sereias,
Não tardou voltaram,
Não faltava um grão.
Maldito o capricho
Do mau coração!

O rei atirou
Sua filha ao mar
E disse às sereias:
- Ide-o lá buscar,
Que se o não trouxerdes,
Virareis espuma
Das ondas do mar!

Foram as sereias...
Quem as viu voltar?...
Não voltaram nunca!
Viraram espuma
Das ondas do mar.

Petrópolis, 25 de março de 1943

Um comentário:

Ana Saraiva disse...

Boa tarde,

Precisava se saber em que páginas da edição indicada se encontra o poema «Balada do Rei das Sereias».

Agradeço desde já a informação.
Ana Saraiva