17 de novembro de 2009

Cantar de Amor

Quer’eu en maneyra de proençal
Fazer agora um cantar d’ amor…
D. Denis

Mha senhor, com’oje dia son,
Atan cuitad’e sem cor assi!
E par Deus non sei que farei i,
Ca non dormho á mui gran sazon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu ben,
Meu coraçon non sei o que ten.

Noit’e dia no meu coraçon
Nulha ren se non a morte vi,
E pois tal coita non mereci,
Moir’eu logo, se Deus mi perdon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu ben,
Meu coraçon non sei o que ten.

Des oimas o viver m’é prison:
Grave di’aquel em que naci!
Mha senhor, ai rezade por mi,
Ca perç’o sem e perç’a razon.
Mha senhor, ai meu lum’e meu ben,
Meu coraçon non sei o que ten.

2 comentários:

Eliane F.C.Lima disse...

Meu caro Nei,
Entrei em seus dois blogs e gostei dos dois. Na verdade, estou entrando em blogs que versem sobre Bandeira (aliás "versar" é uma palavra boa para seus blogs. Gostei muito de seus poemas)para transmitir uma informação que está na seção "Literatura de ontem 1", setembro, em um de meus blogs (http://literaturaemvida2.blogspot.com).
Nesse blog há links para meus outros dois. Quero que essa informação seja repassada.
Parabéns e um grande abraço,
Eliane F.C.Lima

Eliane F.C.Lima disse...

Querido Nei (já agora me acho no direito de chamá-lo assim),
Foi com uma emoção grande que vi seu poema sobre minha bisavó Emerentina. Era uma velhinha doce, meio surdinha, que morreu aos 88 anos. Que criou os filhos sozinha, imagine, naquela época. Peço duas coisas: que repasse a informação e escreva para literaturaemvida@gmail para que eu possa falar com você. Perdoe a postagem tão longa. Não é necessário, postá-la. Eu entenderei.
Leia meus outros blogs (http://poemavida.blogspot.com;http://conto-gotas.blogspot.com), você que é poeta... e dos bons!
Eliane F.C.Lima