20 de setembro de 2009

Poema Desentranhado de uma Prosa de Augusto Frederico Schmidt

A luz de tua poesia é triste mas pura.
A solidão é o grande sinal do teu destino.
O pitoresco, as cores vivas, o mistério e calor dos outros seres te interessam realmente
Mas tu estás apartado de tudo isso, porque vives na companhia dos teus desaparecidos,
Dos que brincaram e cantaram um dia a luz das fogueiras de São João
E hoje estão para sempre dormindo profundamente.
Da poesia feita como quem ama e quem morre
Caminhaste para uma poesia de quem vive e recebe a tristeza
Naturalmente
- Como e céu escuro recebe a companhia das primeiras estrelas.

Um comentário:

Luci disse...

"como quem ama e quem morre" e "quem vive e recebe a tristeza" parece a formação de um ciclo, não?
Ou uma dupla de sinônimos. Amar e viver x Morrer e receber a tristeza.
Tão belo, tão vivo.

Obrigada por aparecer pelo meu blog!