27 de setembro de 2009

Maçã

Por um lado te vejo como um seio murcho
Pelo outro como um ventre de cujo umbigo pende ainda o cordão placentário
És vermelha como o amor divino.

Dentro de ti em pequenas pevides
Palpita a vida prodigiosa
Infinitamente

E quedas tão simples
Ao lado de um talher
Num quarto pobre de hotel.

Petrópolis, 25-2-1938

Um comentário:

Jorge Ramiro disse...

Eu gosto da poesia. Eu tenho alma de poeta, eu não sou um poeta profissional, durante o dia eu vend rações para animais e à noite eu sou um poeta.