1 de abril de 2009

NOITE MORTA

Noite morta.
Junto ao poste de iluminação
Os sapos engolem mosquitos.

Ninguém passa na estrada.
Nem um bêbado.

No entanto há seguramente por ela uma procissão
[de sombras.
Sombras de toos os que passaram.
Os que ainda vivem e os que já morreram.

O córrego chora.
A voz da noite...

(Não desta noite, mas de outra maior.)

Petrópolis, 1921

Um comentário:

AMARela Cavalcanti disse...

Grande Bandeira!!!

Amei o seu blog =)