20 de março de 2009

PIERROT BRANCO

Atrás de minha fronte esquálida,
Que em insônias se mortifica,
Brilha uma como chama pálida
De pálida, pálida mica...

Não a acendeu a ardente febre,
Ai de mim, da comsumpção hética
Que esgalga, até que um dia a quebre,
A minha carcaça esquelética!

Nem a alumiou a fantasia
Por velar de rúbido pejo
Aquela agitação sombria
Que em pancadas de mau desejo

Tortura o coração aflito,
Sugere requintes de gozo,
Por concriar - sonho infinito -
O andrógino miraculoso!

A chama que em suave lampejo
A esquálida tez me ilumina,
Não a ateou febre nem desejo,
- Mas um beijo de Colombina.

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