21 de março de 2009

DO QUE DISSESTES...

Do que dissestes, alma fria,
Já nada vos acode mais?...
Éramos sós... Fora chovia...
Quanta ternura em mim havia!
(Em vós também... Por que o negais?)

Hoje, contudo, nem me olhais...
Pobre de mim! Por que seria?
Acaso arrependida estais
Do que dissestes?

É bem possível que o estejais...
O amor é coisa fugidia...
Eu, no entretanto, que em tal dia
Gozei momentos sem iguais,
Eu não me esquecerei jamais
Do que dissestes.

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