13 de março de 2007

DESENCANTO

Eu faço versos como quem chora
De desalento... de desencanto...
Fecha o meu livro, se por agora
Não tens motivo nenhum de pranto.

Meu verso é sangue. Volúpia ardente...
Tristeza esparsa... remorso vão...
Dói-me nas veias. Amargo e quente,
Cai, gota a gota, do coração.

E nestes versos de angústia rouca
Assim dos lábios a vida corre,
deixando um acre sabor na boca.

- Eu faço versos como quem morre.

Teresópolis, 1912

5 comentários:

eu, eu mesma e a Rê disse...

"Meu verso é sangue."
é verdade.
e como é lindo.

→ Nessa ← disse...

Começei a estudar sobre Manuel Bandeira a pouco tempo... Me apaixonei por alguns de seus poemas.
Esse daí é muito lindo!

Parabéns pelo blog,
Nessa.

Anônimo disse...

Como pode ser linda tanta tristeza?? Quem acha lindo esses versos é pq está muito aquém de comprende-los! Comece por Ziraldo!....

Vinícius disse...

É um dos poemas mais fortes que eu já li. Por isso me apaixonei por Manuel Bandeira. É lindo. Tão lindo. A poesia metalinguística mais humana que conheço.

Anônimo disse...

gente meu irmao tirou uma foto de um sapo eh saiu isso !!
DESENCANTO
meu verso e sangue...volúpia ardente ...tristeza esparsa...remoso .
com uma foto de um preto de lado
eu so naum mostro a foto pq naum tem jeito !!
naum eh mentira !!!